O que eu vou pedir ??
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Sobre Superstições de Ano Novo
O que eu vou pedir ??
Sobre Dedicação de Mulher
Mulher, não vá se afobar . Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar . Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto, e prepare as lingüiças pro tira-gosto. Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão, e vamos botar água no feijão. !
Mulher, você vai fritar um montão de torresmo pra acompanhar. Arroz branco, farofa e a malagueta . A laranja-bahia ou da seleta . Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão, e vamos botar água no feijão. !
Mulher, depois de salgar, faça um bom refogado, que é pra engrossar . Aproveite a gordura da frigideira pra melhor temperar a couve mineira. Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão, e vamos botar água no feijão. !
Sobre a Caçada
' Não conheço seu nome ou paradeiro. Adivinho seu rastro e cheiro . Vou armado de dentes e coragem . Vou morder sua carne selvagem . Varo a noite sem cochilar, aflito . Amanheço imitando o seu grito, me aproximo rondando a sua toca e ao me ver você me provoca . Você canta a sua agonia louca . Água me borbulha na boca . Minha presa rugindo sua raça, pernas se debatendo e o seu fervor. Hoje é o dia da graça, hoje é o dia da caça e do caçador . Eu me espicho no espaço feito um gato pra pegar você, bicho do mato. Saciar a sua avidez mestiça, que ao me ver se encolhe e me atiça . E num mesmo impulso, me expulsa e abraça . Nossas peles grudando de suor . Hoje é o dia da graça, hoje é o dia da caça e do caçador . De tocaia, fico a espreitar a fera . Logo dou-lhe o bote certeiro . Já conheço seu dorso de gazela, cavalo brabo montado em pêlo . Dominante, não se desembaraça . Ofegante, é dona do seu senhor . Hoje é o dia da graça, hoje é o dia da caça e do caçador . '
Caçada, Chico Buarque
domingo, 28 de dezembro de 2008
Sobre As Memórias
E tenho muita, mas muita nostalgia . Sou quase uma velha . Sinto saudade de cheiros e de lugares . Posso não sentir de pessoas, por mais que pareça estranho, mas sinto de sabores . Como as vitaminas de morango que eu tomava na escola de manhã todos os dias . Sinto falta do cheiro de um lugar . E no entanto, não sinto falta das milhaaaaares de pessoas que conheci e com quem convivi lá .
Desculpem . Começo a falar da memórias e elas vêm aos montes, de forma desordenada.
(Ps.: Isso é a idealização da série )
Sobre Votos de Ano Novo

(8) " Vem que vem, dois mil e nove . ! "
sábado, 27 de dezembro de 2008
Sobre Pedidos
Sobre a Casa da Alma
E assim passaram os dias . Os dias se repetiram assim por semanas . Até que essas semanas se tornassem meses . Meses admiravelmente bonitos . Essa beleza eu não posso descrever . Só eles podem, e talvez, eles nem consigam. Só sintam . Eles não precisam dizer, nem descrever . Só precisam se abraçar e sentir . E as lágrimas voltam a rolar . Não param porque o sentimento não pára. Nem de existir, nem de crescer . E quando o sentimento parar, as lágrimas irão continuar . Foi a história mais bonita e de maior conexão, maior sintonia que minhas jovens e já tão fatigadas retinas tiveram a chance de ver .

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