quarta-feira, 21 de março de 2012

Sobre Sorriso




Porque o 'menino' emburrado, que sabia fazer os maiores bicos do universo também me deu os sorrisos mais lindos, quando cantava "ela já tem eu de nego e quer fazer mais um...". Essas são as coisas que ficarão guardadas.
Ad eternum (do latim "para todo o sempre").

sábado, 17 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre Ajuda

Eu tou precisando. Muito. Porque eu não sei o que fazer, e nem pra onde ir. É só dor e desorientação. Fora o martírio, que me parece inevitável, de ler 800 vezes diárias as suas mensagens, seus carinhos e depoimentos...

Sobre Sabor

Pois, é CoisasTodas. Hoje ele se foi de vez. E eu me lembro bem do jeitinho que ele chegou. Lindo. Conversávamos sobre tantos assuntos, e por tanto tempo... Cheio de deliciosos mistérios. O maior deles era a quantidade de afinidade, de "convergências" e coincidências. Parecia incrível ter quase um irmão gêmeo. E um irmão cheio de más-intenções que, no fundo, eu conhecia. E adorava.
Fez-me, então, questionamentos dos mais pertinentes, sobre um relacionamento menor que eu estava tendo... Realmente não valia à pena e era melhor saber mesmo saber "o que é que o botafoguense tem". E eu fui. Fui milhares de vezes, no mesmo dia, no mesmo horário, nas mesmas circunstâncias, com o mesmo carinho. Pra ter visto tudo que vi, vivido tudo que vivi, sentido tudo o que senti. Não troco aqueles dias de amor por nada.
Ele não me amava só com gentileza: era com gentileza, posse, força, amor. Ele sabia colocar amor como ninguém. Até nos gestos mais brutos, mais rudes. Tinha amor na briga, no ciúme, e até nas discussões acaloradas com a participação especial dos vizinhos. Eu não sabia ter raiva dele, nem quando parecia lógico, ou coerente. Porque ele me pegava no colo, porque sabia terminar questionamentos duros e discussões com "Ah, é?!... Então me dá um beijo!" Ahhhhh, queridos leitores imaginários... Eu beijava. Beijos que não tinham fim, que tinham cor, paixão... Era amor com o corpo todo.
Só me arrependo da covardia, do meu intervalo. De não ter pego as tralhas logo no início e ido viver com ele, logo no segundo dia. Afinal, eu já sabia que sem ele não valeria a pena. Mais nada. Tão delicioso receber uma mensagem de 'bom dia' da pessoa que está deitada ali, do seu lado! Que pede licença pra usar o computador só pra te mandar um depoimento... Era o carinho que eu conheci. Esse era o homem que eu conheci. Que queria estar comigo em todos os lugares, todas as situações, que queria me levar pra torcida dele, e me acompanhar na minha, que queria tanto ter um pretinho comigo...
Eu larguei tudo por ele, e o faria quantas vezes fosse necessário. Brigaria com a mesma quantidade de pessoas, com os mesmos argumentos. Porque tínhamos o mesmo humor de manhã, e porque ele fazia bico de braços cruzados no chuveiro, até que eu MORRESSE de culpa e me rendesse. E não me deixava ir sozinha nem comprar cigarro no boteco da esquina. E porque a gente sempre queria dormir até mais tarde porque "não existia dinheiro no mundo que valesse acordar cedo pra trabalhar".
Éramos os dois tão encrenqueiros... Dois terroristas conversando e rindo. Até que eu me deitasse no seu peito, e ouvisse aquele coração batendo tão acelerado. "É tão bom ouvir seu coração bater", nunca me poupei de dizer. Como nunca poupei "te amo" e "tou morrendo de saudades".
Mesmo com três séculos passados, vou lembrar daquelas palavras: "O dia que você disser que tá esperando um filho meu... Você não tem noção, não! Eu vou ser o homem mais feliz desse mundo"...
Essas palavras vão seguir comigo sempre, como cada vez que confessou baixinho que me amava, e que gritou pra rua inteira. A forma com que o sol entrava pela cozinha naquela tarde quente da segunda-feira de Carnaval, quando eu fritava junto com os salgadinhos que ele me pedira... A cerveja gelada, o cigarro queimando no mármore e eu percebendo naquele beijo com gosto de vinho o quanto a felicidade era concreta e simples, simples, simples, simples...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sobre Percepção

Você vai rir sem perceber... Felicidade é só questão de ser.

Sobre Silêncio

Eu tenho vivido uns dias de silêncio, mas um silêncio tão forte e profundo, que grita. Por mais paradoxal que possa parecer. É uma dor tão profunda, de solidão, de medo... Toda a tentativa de explicar o sentimento parece muito vaga, muito pífia. Talvez, não exista uma definição mesmo. É tipo saudade. A gente sente, só. 
Eu sinto saudade. Muita saudade. E uma série de arrependimentos. Eu só posso confessar isso ao meu blog mesmo. Porque ele guardou as minhas dores desde sempre. E nunca me criticou, nem usou o que eu disse contra mim. Acho que isso já é um ponto positivo. Mas, acima de tudo, ele testemunhou o meu amor, a coisa mais preciosa que eu já tive em toda a vida. Coisas que nem vem mais ao caso...
O fato é que esse blog começou quando eu não tinha com quem conversar. E a história está se repetindo. Só que tudo errado. Hoje eu só posso falar por aqui mesmo... Em contrapartida, eu tou em silêncio. É quando a alma emudece, a garganta dá um nó que até dói. Não consigo amar, nem odiar. É só sentir a lágrima cair do rosto. Uma vez disseram que as lágrimas são o sangue da alma. Meu Deus, minha alma está tento uma hemorragia (com a licença poética de vocês, meus caríssimos leitores imaginários).
Além da garganta, o corpo também dói. E fica meio paralisado. Não posso correr pra gritar, nem tanto menos gritar pra correr. E fica tudo estático, tudo em silêncio...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sobre Surpresas

Sabe quando você beija alguém e isso é natural? Natural, no sentido de natureza nossa mesmo. É quando não tem muito pensamento, muita teoria, estratégia, raciocínio, ou quaisquer desses sentimentos que a gente pré-medita. É quando os corpos se atraem e a coisa acontece por si só, porque tem que acontecer, a natureza de cada corpo quer que assim seja. Então, você, sem controle algum, vai. Cede.

Sabe quando a gente beija alguém e só então percebe o que acontece de fato? Mas não consegue classificar também. Só pode é ser diferente de tudo aquilo que você já sentiu. O beijo é um encontro muito importante, muito especial. Nada acontece se o beijo não for bom, não desestabilizar o emocional, não fizer tremer as pernas, encharcar de suor o vestido. O beijo precisa ser inquietante, entontecedor, sem precisar ser lascivo. Ele é sensual e tranqüilo. Tão tranqüilo que te dá tempo de pensar na vida toda enquanto os lábios se tocam.

Sabe quando a gente beija alguém e sente que está num pé só? Por mais que você esteja acima do peso, o corpo fica leve porque ele te segura de um jeito e faz parecer que ele tem toda a força de vento e você é vulnerável feito uma folha, seca. Junto com o tempo, este toque consegue lhe ser tão doce e suave que as mãos correm seu corpo com uma delicadeza incrível e surpreendentemente voluptuosa.

Sabe quando a gente beija e não precisa de mais nada? Pois é. Aconteceu.
(Larissa Manoella)